Restos são apenas fins

Posted in Desvaneios de um escritor, Filosofias, Poesia on Novembro 28, 2009 by Liliana Fidalgo

Despojados de liberdade
feridos mortalmente pela guerra
ambiciosos pelo poder desferido
numa incontrolável fera.

Digam adeus aos conhecidos
privilegiem os favorecidos
citem os desaparecidos

Porque o caminho é longo e,
a despedida indestronável.

A coroa pertence ao destino,
o destino pertence ao nada,
o nada pertence a tudo.

Ouros e pratas para as damas,
esmeraldas e rubis aos cavalheiros.

Restos são apenas fins
donos de ninguém,
desferidos pela espada,
despojada de alguém.

Uma carta que poderia ser minha;

Posted in Filosofias, histórias on Novembro 25, 2009 by Liliana Fidalgo

Podes chamar-me cobarde, mas a verdade é que não sou capaz de o dizer em voz alta – isso tornaria tudo isto real, como é na verdade. O problema não é teu, mas também não é meu, é um problema nosso que temos de resolver, pois esta situação está a tornar-se degradante e estou cada vez mais deprimida.

Como não consigo falar contigo sem que comecemos a gritar uma com a outra e sem que entendas a mensagem que estou a tentar passar pensei em escrever tudo o que sinto para ver se assim a mensagem passa de uma vez por todas, porque depois desta carta vou simplesmente deixar de falar no assunto, vou seguir em frente e não vou olhar para trás. Agora cabe-te a ti se a vais ignorar ou aceitar o que te tenho para dizer.

Estou farta de gritar, farta de chorar às escondidas, farta de andar zangada só e apenas contigo. Sei que cometo erros – como qualquer outro ser humano – e não sou um exemplo que consideres válido, também sei que me achas, e eu mesma tenho a certeza disso, que não sou a melhor pessoa para demonstrar o que sinto e por isso pareço fria – mas não sou, esta é apenas aquela pessoa que me tornei ao longo dos anos, e não o irei mudar pois faz parte de mim e de quem realmente sou. Não te dou razões de queixas, nestes últimos anos tenho feito tudo aquilo que queres, tenho te deixado escolher o meu próprio caminho e abdicado de algumas coisas que gostaria de experimentar, sempre deixei que me tomasses como tua e sempre garantida – no final a culpa é minha, tão simples quanto isso, não o deveria ter permitido. Sempre tive comportamentos de excelência, sempre mantive as minhas boas notas, sempre fui responsável e não me deixei levar por maus exemplos e companhias que sabias que tinha, não era por isso que mudei quem sou, e mesmo quanto tens ciúmes dos meus amigos eu aguento porque sei que estás no teu direito mas tens de compreender outras coisas:

Sempre me deste tudo o que quis (materialmente!). Já te passou pela cabeça que durante estes anos que te enclausuraste no teu emprego o que eu precisava realmente era de ti? Era de uma mãe presente? Não me podes vir dizer que me conheces, que sabes quem sou porque realmente não sabes. Saber o prato favorito de uma pessoa não é conhecê-la verdadeiramente. Se pensas que viver com um pai ausente é mau, experimenta viver com os dois.

Aprendi a viver sozinha, a depender apenas de mim, a fazer as minhas próprias regras, aprendi o que era o mundo e assim criei o meu próprio cantinho – o único que conheço.

Após tudo isto o que te peço é que confies em mim REALMENTE e não apenas dizer que confias, porque não o fazes. Estás sempre a pensar que se eu sair mais ou tiver uma rotina diferente vou desencaminhar-me quando não vai acontecer nada disso, acho simplesmente ridículo, mas no entanto estás na tua preocupação materna o que eu tento compreender mas não é nada fácil para mim, mesmo nada fácil…

O que pensas é que é apenas a tua vida é que é difícil, pensas que não tenho problemas e quando os tento banaliza-os de tal maneira que fá-los parecer insignificantes quando não são! São os meus problemas!

Não sabes como é que foi, e ainda é, a minha vida. Levar diariamente com as pessoas a dizerem-me que cometi um erro ao entrar para a área que entrei, que joguei uma oportunidade para o lixo, que eu era brilhante. E, era verdade. Eu era brilhante, e não sou mais porque ainda estou a aprender tudo de novo. Não sabes como me sinto ao no passado saber tudo e agora não saber nada, quase como se me tivesse tirado o valor que tinha. A única pessoa que tive no meio desta crise foi ela, porque até tu no inicio me tentas-te fazer desistir da ideia, de um sonho.

Não sabes o que é ter abandonado os meus melhores amigos, as pessoas que no mundo eu achava que eram as mais parecidas comigo – faziam-me tão mas tão feliz… – para agora estar inserida no grupo de indivíduos que em nada têm a ver comigo. Sinto-me sozinha, sinto-me muito sozinha no meio de dezenas.

Tu não és uma má mãe apenas não tens muita prática nisto – sendo bastante sincera. Estavas ausente e agora, de repente, queres estar presente. As coisas não se fazem assim, tens de ir com calma. Magoas-me no processo em que és intransigente com coisas fúteis e banais, no fundo sei que estás a tentar com que eu não cometa os mesmos erros que tu, mesmo sem te preocupares de em me perguntar como me sinto. A frase “prefiro que sejas tu a chorar que eu um dia mais tarde” deixou de fazer sentido, porque eu sei tomar conta de mim e mais uma vez só te peço um pouco mais de confiança! Será pedir de mais? Eu não acho.

Não quero escolher outra família pois amo a que tenho, é com ela que aprendo mas simplesmente não consigo continuar assim. E além da confiança peço-te que me deixes ser quem sou, deixa de tentar mudar-me porque não vais conseguir – tenho muito orgulho na pessoa que me tornei pois reflecte a minha história. Preciso de espaço para cometer os meus erros, os meus próprios erros!

Se isto continuar assim tenho receio que vamos perder a relação que tínhamos, vamos tornar-nos ainda mais distantes e nada disso pode ser recuperado. Não quero isso, mas também não vou deixar de viver a minha vida só porque tu tens medo, não é justo nem para mim nem para ti.

Se me deres uma verdadeira oportunidade irei provar-te que estás redondamente enganada.

Basicamente era o que te tinha para dizer… Espero que faça sentido ou pelo menos que faça a diferença. Encerrei o assunto, agora e para sempre.

Kate Earl ~ Learning to fly

Posted in Filosofias on Novembro 1, 2009 by Liliana Fidalgo

I’ve made mistakes
But i won’t be ashamed
It feels like fate is liftin me
I can’t seem to keep my feet on the ground

I no longer hide
So i let the sun wash over me
Cause there’s no darkness left
To hold me down
And i feel it’s light
Now i found the spark
That was missin in my life

I earned these wings
I was not born with them
& it’s no accident
How i walked through
The rain and the fire

Cause it taught me how to love
It taught me how to fight
& finally im learning to fly

When you lose your way
When your heart breaks
When you can’t escape
You feel just like a prisoner
Of all the world says you will never be
That’s when you can’t give up
Gotta hold on tighter now that ever
The answers will find you when you believe
And i feel it’s light
Now i found the spark
That was missin in my life

I earned these wings
I was not born with them
& it’s no accident
How i walked through
The rain and the fire

Cause it taught me how to love
It taught me how to fight
& finally im learning to fly

And i tried yea i tried to get somewhere that i’d rather be
But sometimes the fastest way is not so easy

I earned these wings
I was not born with them
& it’s no accident
How i walked through
The rain and the fire

Cause it taught me how to love
It taught me how to fight
& finally im learning to fly

À espreita de uma oportunidade, uma história de um pequeno sonho

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários on Outubro 18, 2009 by Liliana Fidalgo

Quando somos ainda pequenas e ingénuas crianças pensamos em ser astronautas, bailarinas, actrizes, modelos, policias, arqueólogos – é o típico de qualquer ser sonhador em tenra idade, posso afirmar com toda a verdade e certeza que quando era pequena tinha uma perfeita ideia do que queria ser na minha vida: queria ser independente. Sempre me imaginara num país estrangeiro, sozinha, em busca de um sonho utilizando apenas as minhas capacidades, imaginava-me a subir na vida por mim mesma sem a ajuda de ninguém, era o meu sonho, e continua a sê-lo no entanto, hoje eu sei que todos precisamos de alguém para estar aqui ao nosso lado e apoiar-nos, é importante ter amigos para conseguir suportar as nossas responsabilidades, os nossos sonhos. Na edição anterior falei-vos da minha entrada na universidade, posso anunciar-vos – como a maior parte de vós sabe – que entrei para relações internacionais apesar de quase toda a minha família e amigos se ter virado contra mim por virar as costas à medicina veterinária, que era – na opinião deles – o meu brilhante futuro. Quem quem decide isso realmente? Sou eu, e mais ninguém e aprendi que quem não me apoiou não era realmente meu amigo. Por tirarmos um curso e ganharmos um Dr. antes do nome não nos tornamos superiores a ninguém, e uma coisa vos digo não vou desistir do meu sonho em ser independente e de outra parte dele muito importante: fazer a diferença, pode até ser bastante pequena mas uma pequena diferença pode sempre mudar grandes rumos como nos diz a própria teoria do Caos onde um batimento das asas de uma borboleta do outro lado do mundo pode causar uma enorme tempestade na outra ponta. E como vejo muito nas novelas brasileiras me aguarde – não resisti. Mais uma vez agradeço-vos por fazerem parte da minha vida, e por terem sido uma das partes que me apoiou e me fez vencer esta grande guerra. Daqui a alguns anos irei provar-lhes que estavam errados, e serei realmente alguém de quem todos se possam orgulhar. Por agora apenas escrevo, escrevo para esquecer e para recordar, escrevo para vencer e desabafar, escrevo porque amo escrever – e, no final é só isso que importa.

Can you feel my heart is beating? Can you see the pain you’re causing?

Posted in Desvaneios de um escritor, histórias on Outubro 1, 2009 by Liliana Fidalgo

“Um olhar pode significar o mundo, pode significar criação ou destruição, pode trazer-nos respostas ou incógnitas; Esperava respostas esperançosamente, talvez desta vez as dúvidas fossem saciadas num acordo de vontades onde pudéssemos partilhar um momento que não terminasse em sofrimento e distância, talvez pudéssemos coexistir num mundo de semelhantes. Eram tantas questões impostas num momento que ao sentir o seu olhar em mim estas desvaneceram-se como uma gota de orvalho tocada pelo nascer de um novo dia, de um novo recomeço.

Enfim, após uma espera considerável apenas uma resposta seca – tal como a minha própria alma se encontrava -, uma resposta que não valia ser proferida. Havia sido como se virasse as costas ao mundo sem uma única palavra significativa. Virei o rosto acompanhando os seus passos constantes de regresso ao local de onde viera. Encontrava-me tal como antes de isqueiro na mão, imutável em busca de uma iluminação que me permitisse mover-me – ela não chegara, e provavelmente nunca chegaria. Só pedira uma resposta e, nem isso recebera.

Solidão. Estava, de novo, solitária na margem de um lago negro espelhando agora a indignação no meu olhar. Não. Era mais do que indignação, era sofrimento. Parecia-me que cada vez que tentava confiar em alguém esse desaparecia assim como ela, todos acabavam por seguir o seu próprio caminho. E eu estagnava sem conseguir acompanhar o movimento incerto do mundo, encerrada no meu próprio mundo que em nada podia ser comparado à realidade.

Prevaleci na escuridão encerrando, de novo, os meus olhos e deixei-me cair para trás sentindo o seco baque ao unir o meu corpo com a fina camada de neve que se formara. Coloquei a mão delicadamente com o isqueiro em cima do coração tentando fazer como que parasse, talvez se o fizesse a dor fosse embora, talvez depois de ele parar fosse apenas escuridão e silêncio sem pensamentos.

Os acordes da minha mente ressoavam pelo esguio caudal que havia sido a minha vida, avançavam na penumbra desse céu dissipado em lágrimas que não era capaz de chorar. Se sofremos em demasia as lágrimas dentro de nós secam, incapazes de se libertar da prisão da nossa alma, da minha alma completamente seca.

Silêncio. Solidão. Sofrimento.

Uma vaga memória de momentos partilhados a serem destroçados pela dor. Um coração incapaz de parar de viver em busca do seu lugar no mundo. Um olhar pode significar o mundo, pode significar criação ou destruição, pode trazer-nos respostas ou incógnitas; A mim, um olhar portara consigo a desfragmentação de uma esperança. E agora? Agora, vivo e sofro, sofro e vivo sem qualquer arrependimento ou recordação do passado.

Adeus…

Um novo velho

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários on Setembro 28, 2009 by Liliana Fidalgo

You have goals to achieve
But the roads you take abroad and heartless


Por vezes na nossa vida queremos alcançar o céu, queremos conquistar o mundo e governar a nossa vida à nossa maneira, ou melhor passamos uma vida inteira em busca de um objectivo para uma ligeira passagem pelo nosso mundo. No entanto, pelo caminho largamos certas pequenas coisas que nos farão falta num futuro próximo.

Quando possuímos alguém que amamos mais do que a vida – não me refiro a amores de verão ou passageiros, mas sim a um amor ligado pela criação de uma vida – tendemos a cuidar dessa pessoa. Fazemos escolhas que nem sempre são as melhores, e o corte de uma liberdade é necessário para fazermos ouvir a nossa cota parte.

Sempre me inquiri se a liberdade existe realmente na verdadeira acepção da palavra, e sempre cheguei à conclusão que possuímos uma liberdade condicionada. Somos enraizados num sendo comum desde de pequenos e quando entramos em conflito com os nossos ensinamentos acontece um choque de limites e fronteiras com o nosso progenitor.

Liberdade? Eu quero liberdade, liberdade de expressão pois essa eu sei que existe, eu vislumbro-a nestes dias pelos caminhos errantes que tomo. Um dia hei-de alcança-la num novo velho caminho em busca da minha felicidade, em busca do meu caminho livre de portagens.

Adeus rotina. Adeus correntes. Adeus ao mundo.

Collide, Howie Day

Posted in Diários on Setembro 25, 2009 by Liliana Fidalgo

The dawn is breaking
O amanhecer está quebrando
A light shining through
Uma luz está brilhando
You’re barely waking
Você está mal acordando
And I’m tangled up in you
E eu estou enroscado em você
Yeah
Sim

But I’m open, you’re closed
Bem eu estou aberto, você está fechada
Where I follow, you’ll go
Onde eu sigo, você irá
I worry I won’t see your face
Eu me preocupo que não verei seu rosto
Light up again
Ilumine novamente

Even the best fall down sometimes
Até mesmo o melhor cai algum dia
Even the wrong words seem to rhyme
Até mesmo as palavras erradas parecem rimar
Out of the doubt that fills my mind
Fora da dúvida que enche minha mente
I somehow find, you and I collide
Eu acho de alguma maneira
Você e eu colidimos

I’m quiet, you know
Eu estou quieto, você sabe
You make a first impression
Você deixa uma primeira impressão
I’ve found I’m scared to know
Eu me assustei por saber que sempre estou em sua mente
I’m always on your mind

Even the best fall down sometimes
Até mesmo o melhor cai algum dia
Even the stars refuse to shine
Até mesmo as estrelas recusam brilhar
Out of the back you fall in time
Fora o passado, você caiu a tempo.
I somehow find, you and I collide
De alguma maneira encontrei
Você e eu colidimos

Don’t stop here
Não pare aqui
I’ve lost my place
Eu perdi meu lugar
I’m close behind
Eu estou pra trás

Even the best fall down sometimes

Até mesmo o melhor às vezes cai
Even the wrong words seem to rhyme
Até mesmo as palavras erradas parecem rimar
Out of the doubt that fills your mind
Fora da dúvida que enche minha mente
You finally find, you and I collide
Você finalmente achou
Você e eu colidimos

You finally find
Você finalmente achou
You and I collide
Você e eu colidimos
You finally find
Você finalmente achou
You and I collide
Você e eu colidimos

Escolhas, e mais escolhas

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias on Setembro 22, 2009 by Liliana Fidalgo

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Queria saber dar o mundo àqueles que realmente precisam, eu apenas preciso de clarividência para aprender que na maioria das vezes a vida não corre como esperamos – decisões difíceis são tomadas diariamente, e maior parte das vezes escolhemos o caminho errado.

Se dissesse que estou farta de escolher o caminho errado estaria a mentir, se não o escolhesse nunca poderia escolher o certo, ou talvez se fosse uma pessoa com uma sorte desmedida conseguísse a proeza de escolher – à sorte – o caminho correcto da primeira vez que o fizesse.

Por agora escolhi um caminho, e terei de viver com ele. Como será? Logo se vê, agora é seguir em frente, pois para trás nunca seguirei.

Pensei em escrever uma carta para silenciar as preocupações, 9 de Setembro

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários on Setembro 18, 2009 by Liliana Fidalgo

Pensei em escrever uma carta para silenciar as preocupações, mas em tudo o que consigo pensar é na rapidez com que as palavras fluíram da última vez que tudo isto aconteceu; rodeada de montanhas e crises de identidade só consigo pensar em como me irei sentir, e que tal começar a pensar em como irá sentir-se a outra pessoa?

Cada um de nós encontra maneiras onde se exprime melhor, alguns com a sua música, outros com a sua arte, e outros com a sua escrita. Mas se lhes perguntarem porque não fala, simplesmente vão todos responder da mesma maneira: porque é mais fácil assim.

Não quero ser alguém que desprezo, mas ao mentir a mim mesma e aos outros já o sou. Portanto o que há assim de tão importante a perder dizendo a verdade?

Novas etapas significam novos recomeços, 8 de Setembro

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários on Setembro 18, 2009 by Liliana Fidalgo

Novas etapas significam novos recomeços – geralmente.

Quando o nosso intimo nos diz que devemos fazer algo da maneira correcta ensaiamos uma espécie de teatro para quando chegar a altura seja mais fácil exprimir-nos da maneira que pretendemos, mas como em todas as teorias existem falhas; chegada a altura da prática empacamos no momento ideal – talvez seja melhor chamar-lhe the perfect timing – e acabamos por magoar todas aquelas pessoas que desejávamos não ter de magoar.

A vida nunca se revelou perfeita para ninguém, mesmo nos momentos mais felizes da nossa humilde passagem pelo planeta. A guerra pode não ser a solução, no entanto o amor também não me ocorre como a solução mais indicada neste momento.

Gosto de escrever sobre o que sinto, sobre o vivo, sobre o que experiencio. Nestes dias apenas tenho a dizer que nada consigo sentir pela confusão que se avizinha no meu ser adolescente e cheio de complexidades indicadas da idade. Confesso que tenho a tendência a exagerar nas complexidades de assuntos realmente simples de resolver, apenas por terem soluções simples não significa que não sejam soluções dolorosas.

Oiço risos em meu redor, e apenas consigo pensar que em breve voltarei para casa; as férias estão a acabar portanto está na altura de resolver todos os problemas que deixei pendentes nestes últimos meses. Talvez o faça escrevendo uma carta para os envolvidos, é o que sei fazer melhor, mas mesmo assim parece que as minhas palavras fazem mais mal do que bem, ultimamente.

Falo muito de liberdade no meu blog, na minha escrita, nos meus poemas. Acredito que a palavra na sua verdadeira acepção é dificilmente encontrada no nosso mundo actual, no entanto quero acreditar que um dia encontrei a verdadeira liberdade e não como uma palavra, mas sim como uma sensação optimizada pelo momento da minha realização.

Por agora sinto-me presa aos meus sentimentos que dificilmente exprimo sem ser pela escrita, por agora tento arranjar uma solução que magoe aqueles que outrora gostei bastante, por agora espero crescer com estas situações já que a minha vida está prestes a mudar, agora se para melhor ou pior, quem sabe?

Coloco um sorriso na cara em frente ao espelho, tento remediar a situação através do simples facto de fingir que esta não existe, embora saiba perfeitamente que nada disto tem um pingo de lógica, ou se algum dia se tratará de uma solução. Apenas quero fingir mais uns dias, para depois corrigir o passado de forma a que nunca mais possa me arrepender, porque terei o privilégio de abusar da minha liberdade para dizer basta, mesmo que isso a onda de choque seja massiva.

Sorrisos por fora, magoa por dentro. É a vida de quem tenta descobrir quem, realmente, é.

O gelo da vida

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias, histórias on Setembro 1, 2009 by Liliana Fidalgo

Muitos anos depois, em frente ao pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levou a conhecer o gelo. Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão (1967)

E assim passados anos e anos eu relembro-me do tempo em que era apenas uma curiosa criança em busca de conhecimento na mais simples forma de vida. Aprendi muito desde dessa altura sempre acompanhada por conhecimentos partilhados pela família, mas ainda mais partilhados pelas minhas experiência, e agora quando enfrento a dureza da vida sei que o aprendi, e compreendo. Agora compreendo tudo, e ao mesmo tempo sei que nada compreendo. Quando conhecemos algo pela primeira vez o êxtase percorre-nos – a eterna novidade do mundo é algo grandioso -, no entanto à segunda deixa de possuir o mesmo brilho embora a sua essência permaneça intacta.

Quando conheci o gelo pela primeira vez era uma pessoa, continuo essa pessoa, essa curiosa menina, no entanto sou mais, muito mais do que era.

Pensamento do dia II

Posted in Filosofias on Agosto 27, 2009 by Liliana Fidalgo

“Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha”.

(Nicolau Maquiavel)

Pensamento do dia

Posted in Diários, Filosofias on Agosto 26, 2009 by Liliana Fidalgo

“Por mais que a alma lide, não rompe a sua solidão, e caminha com ela, como formiga num deserto perdido.”

(Gustave Flaubert)

O início e o fim

Posted in Desvaneios de um escritor, Filosofias, Poesia on Agosto 22, 2009 by Liliana Fidalgo

Abraços compostos de nuvens brancas e esvoaçantes
criando laços inquebráveis pelo tempo composto em lágrimas
composições de uma criança à beira rio
um beijo que foi composto em amor, e só depois em tristeza.

Crianças, beijos, abraços, laços
tudo isto criado da maravilha do mundo
tudo isto vindo à deriva pela mensagem do lápis.

O mundo é composto de pessoas
que são compostas de tudo e de nada
que é composto pelo universo,
assim chegámos ao início e ao fim.

Ao Alfa e ao Ómega.

Bethany Joy Lenz, Elsewhere

Posted in Diários, Filosofias on Agosto 20, 2009 by Liliana Fidalgo

I love the time and in between
The calm inside me
In this space where I can breathe
I believe there a distance I have wandered
To touch upon the years
Reaching out and reaching in
Holding out holding in

I believe
This is heaven to no one else but me
And I’ll defend it long as I can be left here to linger in silence
If I chose to would you try to understand

Oh the quiet child awaits the day when she can break free
The mold that clings like desperation
Oh mother don’t you see I’ve got
To live my life the way I feel is right for me,
Say it’s not right for you
But it’s right for me

I believe
This is heaven to no one else but me
And I’ll defend it long as I can be left here to linger in silence
If I chose to would you try to understand

True or False? Liberdade, livre-arbitrio, opções…

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias, histórias on Agosto 20, 2009 by Liliana Fidalgo

66776cUltimamente, nestas férias, tenho pensando muito na minha vida, e ainda ontem atravessei um pátio silencioso e quase deserto – que será talvez um lugar por onde passe todos os dias nos próximos três anos. Seja sub-entendido o pátio da minha futura pseudo-universidade -, no entanto ao passar por lá apercebi-me do que ia deixar para trás e se estou, realmente, preparada para o fazer. Se tenho medo, receio, entre essas todas emoções chatas e impossíveis para uma coração de gelo? Sim, eu tenho-as a todas aqui dentro espalhadas em busca do seu lugar.
Foi terrível no inicio quando ninguém me queria apoiar, no fundo sei que só estão preocupados comigo e por depositar o meu talento hediondo de aborrecer e persuadir pessoas num curso que nem sequer é muito divulgado como ciência política, pois bem vai ser exactamente isso que vou seguir, ou então relações internacionais. Está na altura de seguir o meu próprio caminho e cometer os meus próprios erros – que bem vendo não foram poucos ao longo dos anos, sou uma pessoa pré-disposta a arruinar tudo o que ocorre de bom, mas verdade seja dita nunca me arrependi das minhas decisões portanto não devo estar assim tão errada.

A minha vida nem sempre é fácil, sei que existem pessoas com problemas mais graves do que uma mãe perfeita que quer que tudo seja perfeito para mostrar aos outros como somos perfeitamente perfeitos na sua casinha perfeita no seu dia-a-dia perfeito, exactamente quando é o contrário que ocorre. Não sou perfeita, e orgulho-me de o ser, embora não me agrade de viver uma pessoa que me pisa diariamente com os meus defeitos tornando-os insuportáveis. Toda a minha vida tentei viver um pouco em função dela, e mesmo assim nunca está satisfeita com o meu alcance de objectivos pois ela sempre será melhor do que eu e e nunca chegarei ao pódio, aos seus calcanhares. É triste quando nos derrubam após conquistarmos algo que para nós é importante, é triste quando não entendem que as nossas necessidades por muito que pareçam fúteis são importantes para nós.

Como sempre digo a nossa família não é aquela que partilha o nosso sangue, é aquela que nos entende e nos ama. Não que esteja a dizer que ela não gosta de mim, mas gostava que parasse de me tentar mudar para uma pessoa que odeio, uma pessoa superficial e que é aquilo que não é, realmente. Portanto vivo nesta tormenta num tom indiferente – que afirmam ser mal-educado -, mas se respondo direi a verdade e ela julgar-me-à com o seu olhar furtivo. Estou um pouco farta, mas sei, ao atravessar aquele pátio, que a minha vida vai mudar e se eu me empenhar e conseguir irei atingir um ponto de independência que me levará a outros locais no mundo onde serei realmente importante para outras pessoas, irei fazer a diferença exactamente como sou.

Portanto, aguardem-me que eu lá chegarei um dia.

=*

Um pensamento bastante forte

Posted in Diários on Agosto 12, 2009 by Liliana Fidalgo

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:

- E daí? Eu adoro voar!

Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”

(Clarice Lispector)

A dor de escrever sem escrever

Posted in Poesia on Agosto 4, 2009 by Liliana Fidalgo

Ondas de tinta envoltas em desespero
criação de um texto fanático pelo destino
papeis revoltados numa secretaria em crise
sou eu imbuída em conhecimento sábio.

teclados sem local para escrever
números surpreendidos pela falta que fazem ao escritor
inspirações derretidas pelo sucesso
escreve por escrever sem sentimento imposto.

Uns recentes dezoito – segundo e terceiro dia – 01.07.09 e 02.07.09

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias, histórias on Agosto 3, 2009 by Liliana Fidalgo

O suposto maravilhoso dia do meu aniversário passou sem grandes alaridos, fui à praia, passei a tarde na piscina, jantei fora, saí com os amigos, bebi, ri, sorri – exactamente como faço todos os dias de férias. Fez-se pouco, aliás não se fez nada. Sinto saudades do centro, das pessoas, da minha rotina, ao mesmo tempo que nada se faz tenho horários para tudo, afinal vim passar férias com a família o que para mim nem sempre é bom por muito que aprecie a sua companhia.

Um terceiro dia normalíssimo é o que estou a ter… Parece-me que aqui entramos num ciclo vicioso, presos numa rotina algo aborrecida. Já faltou mais para voltar para Lisboa, por agora aproveito o sol e a praia.

E por fim acabaram estas pequenas férias, estou feliz por regressar e um dia hei-de voltar. Por agora regresso onde tenho tudo, onde tenho tudo o que quero e preciso.

See ya.

Uns recentes dezoito – Primeiro Dia – 30.06.09

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias, histórias on Agosto 3, 2009 by Liliana Fidalgo

Após uma viagem de plena concentração em busca de algo mágico em paisagens rotativas ora desertas ou volumosas, ora douradas ou verdes e secas, ora iguais ou diferentes, cheguei  ao maravilhoso paraíso terrestre a que chamamos sul Algarvio. Embora esteja acompanhada pela minha mãe e, a apenas um dia de fazer dezoito anos – para mim é mais um dia mas para o resto da população é um grande dia vá-se lá saber porquê – sinto-me algo sozinha pois aqueles sorrisos que conheço tão bem não me acompanharam nesta viagem. Confesso que me sinto dependente daqueles a que chamo amigos pela falta que me fazem quando não estão, gostava de partilhar este dito acontecimento super importante na minha vida com eles.

Encontro-me agora de portátil em cima de ambas as pernas cruzadas sentada numa magnifica poltrona com uma enorme vista privilegiada de um vigésimo primeiro andar, se caminhar um pouco até à varanda verei o mar, aquele pedaço azul que tanto divinizo sobre umas estrelas brilhantes que lá no alto tentam captar a nossa atenção cativa pelas luzes da cidade, estas em vez de brancas e solitárias são amareladas e juntam-se em grupos maciços. A minha mãe dorme no sofá, tentou manter-se acordada para me dar os parabéns primeiro do que todo o mundo, mas admito que neste momento às 23.44 acho que será outra pessoa a fazê-lo, não me importa como já referi não é algo que me chame a atenção, se os meus amigos se lembrarem de mim eu receberei o seu carinho via pensamento as mensagens escritas, os e-mails, tudo isso é frio de mais, é cliché de mais. Agradeço mas não guardo nenhum deles, as recordações estão na minha mente guardadas a sete chaves pela sua preciosidade. Afinal o que mudará por ter dezoito anos? Se for com a minha querida R diz poderei ir presa – uau que emoção, mal posso esperar. – Segundo a população adulta serei responsável por mim mesma e pelas minhas acções, mas isso sou-o à anos, desde daquela altura portanto não mudará nada, a não ser o facto de ter de passar horas numa fila a tirar mais uma data de cartões inúteis, talvez o único que queira realmente é o cartão de eleitor, afinal sou capaz de entrar em ciência politica.

Estou apenas a citar conversa divagante, pensamentos distantes dos minutos que passam até à meia-noite, não porque faço anos mas porque não tenho sono e preciso de algo que me espevite a vontade de vestir o pijama e, conjuntamente, deixar para trás toda esta bela paisagem. Por mim ficava aqui assim para sempre a olhar o mar e a escrever.

São 23.50… Por acaso até estou desejosa que chegue a passagem de dia, assim poderei dizer com toda a confiança: continuo eu, sou eu e não mudei em nada, todo este reboliço à volta dos dezoito anos foi inútil. Começa a ficar frio mas não me apetece retirar o caloroso teclado e priva-lo dos meus dedos esguios em busca de algo para se entreterem. Admito que amo escrever à noite até de madrugada, tudo está em silêncio, ninguém me manda parar… Olho incansavelmente para o telemóvel à espera, e à espera, e à espera. Nunca fui muito boa em esperas, sou deveras impaciente. 23.52. Apenas passaram dois minutos desde da última vez que olhei para lá e continuo a escrever ao mesmo tempo que tento acessar à net clandestinamente pelos vizinhos temporários, que infelicidade parece que cá nas alturas a rede apanha bastante mal. Afinal quanto mais subimos mais distanciados ficamos da civilização, era capaz de matar por um pequeno acesso apenas para me distrair, já nem sei o que hei-de escrever.

Olhem vou ver as horas de novo… 23.54. Mas será que só vejo as horas de dois em dois minutos? Bom a boa noticia é que só tenho de as ver mais três vezes – sim, eu pensei para afirmar isto. O meu cérebro encontra-se em actividades interrompidas para férias. – 23.56. Lá está… Será que alguém mandará uma daquelas super sms que temos de esperar meia hora para lermos pela quantidade imensurável de texto. Quanto tempo levarão eles a escrever essas coisas? Ou será que mandam o mesmo para todos e só mudam o nome? Eu não conseguía, o que escrevo para um não se adequa aos outros, cada um é diferente. 23.58. O raio do tempo custa mesmo a passar, só quero que seja meia-noite capiché? A net não liga mesmo portanto acho que terei de desistir de tentar entrar na Vivaldi qualquer coisa – nome fantástico para dar à net, não é? Adoro a criatividade humana.

Falta um minuto… Quebrei a minha pequena nova tradição de ver as horas de dois em dois minutos. Está quase… Quase… Quase… Quase… Quase…

00.00

Continuo igual… Apenas com dezoito anos feitos, bem parabéns para mim, não é verdade? Boa noite caros leitores, eu vou dormir como fiz ontem, e anteontem, e o dia antes de anteontem, ou seja como sempre faço apenas com mais um ano em cima, segundo eles um ano de responsabilidades, segundo a minha pessoa mais um ano.

00.01

Hábito de Viver

Posted in Poesia on Agosto 2, 2009 by Liliana Fidalgo

Dor de crescer
Pânico de morrer
Hábito de viver.

Guias do mundo são indicados
para quem nunca foi amado.
E quem já foi nada é
despedaçado pelo amor.

Falhas imperfeitas de uma vida vivida em dor
tentar combater a perfeição pela razão de não o ser.
Afinal o que é viver?

Pensamento da Noite

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias on Junho 29, 2009 by Liliana Fidalgo

Serei eternamente um poeta, mesmo sem palavras, pois ao teu lado alcancei o estádio de abdicar de palavras por não haver necessidade de as usar, ao teu lado sou completa como o Alfa e Omega, o Sol e a Lua, ciclos sem fim, eternos amantes.

LF – 29.06.09

Great time with my cam

Posted in Desvaneios de um escritor on Junho 28, 2009 by Liliana Fidalgo

Breve despedida

Posted in Desvaneios de um escritor on Junho 28, 2009 by Liliana Fidalgo

Chegou o Verão, e com ele chegam as férias. Após uns exames bastante acessíveis e de partir a cabeça a uma pessoa – estou a referir-me ao de matemática of course – está na altura de zarpar para outros destinos com a promessa de novos trabalhos em breve.

Uma longa viagem começa com um único passo

Até mais. <3

Uma pequena – muito grande – Volta ao Mundo

Posted in Diários on Junho 17, 2009 by Liliana Fidalgo

(clica aqui se quiseres ver maior)

Foi nesta revista que recebi o privilégio de publicar algo meu, pela primeira vez retirei-me da sombra do teclado e do ecrã para algo mais sério. Talvez possa eliminar todo este receio que possuo em mostrar o meu trabalho ao mundo de outras formas sem ser pelo meu blog.

Veremos. =D

Uma mensagem

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias on Junho 13, 2009 by Liliana Fidalgo

Existem momentos da nossa vida que acontecem quando menos esperamos; deixei de acreditar em princesas e dragões sempre salvas por um príncipe no seu cavalo branco, tais ideias eram apenas lógicas quando tinha cinco anos e mesmo nessa altura era alguém que acreditava em apenas no que via, ao longo dos anos aprendi que por vezes é bom acreditar na magia e ter fé em algo que não está directamente à nossa frente, aprendi que a natureza por si já é um milagre.

Estou habituada em passar por dificuldades, pois toda a minha existência foi completada por obstáculos por vezes impossíveis de ultrapassar mas mesmo assim não desisti. Nestes dias aprendi o que é magoar alguém de quem gostava muito há uns meses, como tudo na vida se duas pessoas não se empenham em construir uma ponte que as une, tudo ruirá. Tive de encarnar a pessoa hedionda que decide demolir a ponte, e foi nessa mesma pessoa que eu magoei não só a outra pessoa como os amigos que sempre estiveram ao nosso lado. Passado todo este tempo os amigos ficaram, e tudo se resolveu com uma promessa que o tempo curará todas as feridas.

É escusado referir que mergulhei num estado de depressão e tristeza profunda onde apenas chorava, não atendia telefonemas, não ligava o computador nem o telemóvel, não fazia absolutamente nada. Limitei-me a afogar-me num estudo que em nada me serviu pela mente cheia de problemas e complicações. Esqueci todos os conselhos que costumo dar às pessoas que os procuram, esqueci-me de quem era.

Se parares de viver a vida não esperará por ti, assim pensei que não podia fazê-lo mais porque não faz parte do meu carácter ficar à espera de tempos melhores, eu sou a pessoa que ergue a cabeça colocando um manto de imparcialidade perante os olhos alheios. Assim o fiz, e descobri que os amigos continuam aqui para mim e não me abandonaram percebendo que eu fizera o que tinha a fazer.

Foi exactamente nesta manhã quando me encontrava deitada na minha cama a observar o exterior luminoso que me lembrei de um canto onde sempre me podia sentir em casa: o Strawberry World. Senti falta da minha querida Abiranny e das suas complicações; a Rosemary e os seus jogos de poder; uma amável Angie em busca da sua felicidade; de uma vampira chamada Wendy pronta a reconquistar algo que deitara fora há anos atrás; e de um rapaz bastante novo para mim, o Anthony. Mas terá sido apenas dos meus personagens? Claro que não…

Senti saudades de amigos que estão tão longe mas tão perto no meu coração, lembrei-me da Jussara sempre pronta a fazer-me companhia quando madrugo; da Cida que me apoia no matter what; de um trio que me ajudou a crescer enquanto escritora, é claro que estou a falar da Bia, Rafah, e Lu; a rapariga que faz personagens fantásticos, a minha sobrinha amada Juci; do Guh, da Bruhh, da Nessa, do Lippe, de todos os usuários do Straw que me fizeram levantar-me e encaminhar-me para o computador e escrever tudo isto, mas não só a eles agradeço como aos meus amigos que não desistiram de mim assim tão facilmente mesmo sabendo que eu estava a ser uma tonta e bastante irritante com toda esta situação. No final cresci e agora sorriu.

Obrigado por não me deixarem desistir mesmo sem dizerem uma única palavra; Obrigado pela vossa presença na minha vida.

Um gato no parapeito

Posted in Desvaneios de um escritor, Filosofias, Poesia on Maio 31, 2009 by Liliana Fidalgo

Existem sóis sem brilho
Luas cegas de amor
noite longas sem silêncio
dias frios sem calor.

São vidas sem sentido
verdadeiros cépticos do destino
vão seguindo sem caminho
na estrada do violino.

Não tem cordas ou música para dar,
apenas toca para mostrar
o talento que guarda em si
sem medo de acreditar.

Notas soltas num telhado.
E eu na beira no parapeito do teu olhar
esperando a noite terminar.

Quero luz, quero amar.

“The law of the jungle”

Posted in Filosofias on Maio 8, 2009 by Liliana Fidalgo

“Now this is the law of the jungle,
As old and true as the sky…
And the wolf that shall keep it may prosper,
But the wolf that shall break must die.”

- Rudyard Kipling

Pensamento do Dia

Posted in Filosofias on Maio 2, 2009 by Liliana Fidalgo

“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

Fernando Pessoa

O caminho dos semelhantes

Posted in Filosofias, Poesia on Abril 30, 2009 by Liliana Fidalgo

Homem versus Pássaro
sentimento contra liberdade
amor e igualdade não serão iguais.
Ambos vivem, ambos morrem.
Sobrevivendo aos encantos e tristezas da vida.

Um vê o mundo de baixo e outro de cima,
mas ambos vêem o mesmo
Vida, Verde, e Vasto.

O Homem deseja ser Pássaro
quer voar mais alto no céu
alcançar as estrelas e tocá-las
ser algo que nunca será.
Porquê?

O Pássaro deseja ser Homem
andar pela terra sem se elevar
falar, cantar, descobrir um novo céu
alcançar algo que nunca alcançará.
Porquê?

Aquilo que mais desejamos é sempre o que menos alcançamos.
perguntas, questões, afirmações de nada servem
no consolo do caminho dos sonhos
oh quanto eles gostavam de trocá-los.

Cada um nasceu indicado para uma missão
O Homem para andar e sonhar
O Pássaro para voar e observar.

Talvez o Pássaro sonhe e o Homem observe,
talvez ambos voem e andem.

Mundo de questões é feito.
Sem resposta prevalece,
sem Homem e Pássaro trocados,
cada um seguindo o seu caminho.

Ambos vivem, ambos morrem.

Great time with my cam

Posted in Filosofias on Abril 29, 2009 by Liliana Fidalgo

João da Silva & Tiago Graça, uma inesperada ascensão

Posted in comentários, histórias on Abril 29, 2009 by Liliana Fidalgo

São novatos musicalmente mas gostei bastante de os ouvir, e acho que tem talento. Garanto que não perderão nada em vê-los com o seu estilo atrevido e cheio de energia prometem conquistar o mundo. Só precisam de um pequeno empurrão, por isso toca a espalhar estas covers.

Existem novidades que devem ser partilhada existem dons guardados dentro de nós durante muito tempo, mas que um dia saem prontos para encantarem o mundo com a sua qualidade.

Desejo-lhes muito sucesso. ;)

Uma pequena curiosidade, estes meninos só começaram a tocar juntos em Dezembro de 2008. Tiveram um grande progresso, e fazem-no apenas por diversão e amor à música. Pode ser que um dia os oiçam cantar por ai. Quem sabe o que o futuro lhes reserva, ainda sem nome para a sua pequena dupla mas com muita vontade de tocar. Promissores são eles! Veremos… Fiquem atentos às actualizações do canal do youtube, novos vídeos chegarão em breve.

João da Silva e Tiago Graça,

uns músicos em ascensão.

A Pedra

Posted in Desvaneios de um escritor, Filosofias, Poesia on Abril 7, 2009 by Liliana Fidalgo

Simples pode ser o momento
erguer o monumento que é aquela pedra
única em todos os sentidos da existência
imaculada por não ter destino.

Sincera por não falar
sempre presa a um lugar
será quem quiser pois nada é
fugitiva de um mundo onde nada acontece por acaso.

Secreta por só eu saber onde está
sempre imutável no seu canto apenas se movendo à minha decisão
é pena eu nunca o ter decidido.
Talvez seja o momento…

Entretanto continua
simples pedra
sincera recordação
secreto monumento.

Os momentos do dia de Hoje

Posted in Desvaneios de um escritor, Filosofias, Poesia, felicidade on Março 18, 2009 by Liliana Fidalgo

Deste-me atenção
deste-me a tua mão.
Naquele momento,
naquele preciso momento.

Era apenas um dia,
era apenas uma hora.
Foste comigo sem temer o caminho
foste comigo sem olhar para trás.

És a pessoa com quem eu posso contar
és a pessoa que um dia irá sem voltar.
Sou aquela que nunca esperará
sou aquela que olha sem ver para a vida.

Simples foi a conversa
simples foi o olhar.
Difícil foi a esperança
difícil foi acabar.

Segredos foram contados
segredos não revelados.

Deste-me atenção
deste-me a tua mão.
Deste-me o olhar,
deste-me em que acreditar.

Amar quem não se é

Posted in Filosofias, Poesia on Março 10, 2009 by Liliana Fidalgo

Mundo sem mundos
verdades sem verdades.
Maldições amaldiçoadas
gritos sem maldades.

Vivo como quem não vive
choro como quem não chora.
Sonho como quem morre
morro como quem vive.

Ser criança no meio de adultos
ser adulto no meio de crianças.
Viver já por si é
Morrer para si é tudo.

Um mundo sem tentações
sem amor e paixões.

Só eu

Posted in Desvaneios de um escritor, Filosofias, Poesia on Fevereiro 26, 2009 by Liliana Fidalgo

Um dia vou surgir
como um nada em todo.
Não conquistarei apenas o céu
quero o mundo…
só meu.

Querer é poder
mas é preciso puder para ter.
Talvez desejar não baste
lutar nada sirva…
só eu.

Iremos sobrevivendo
sobre solos cada vez mais íngremes.
Somos esquecidos em prole de algo maior
marcamos pequenas diferenças…
só nossas.

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias, comentários, histórias on Fevereiro 26, 2009 by Liliana Fidalgo

nil

O segundo dia chega trazendo consigo desespero… Só vejo árvores, plantinhas verdes, planicies de vários tons de castanho, e muitas mas muitas poucas pessoas, algumas até que preferia evitar devido à quantidade de recordações que me trazem…
Hoje, outro dia como já disse, houve mais uma discussão. É tão irónico que no local onde todos chamem de paraiso seja onde acontecem as mais palermas discussões que tem como fim acabar com o pouco relacionamento familiar que se tem. Azar… Eu sai da sala, da casa… Não sei como acabou tal infantil discussão. O mais certo é acabarem todos chateados e no fim do dia eu acabe sozinha numa sala de refeições gigantesca.
Deixemo-os disto… A vida é deles, eles que façam o que querem no entanto só peço que consiga manter a minha sanidade por algum tempo.
Tudo continua no seu devido lugar, tudo acontece porque tem de acontecer mas somos nós mesmos que decidimos o desfecho final.
Quem me dera puder fazer algo neste momento produtivo no entanto a minha mente continua cheia daquelas vozes gritando umas com as outras… A minha música está no máximo, estou quase sem ouvidos no entanto só quero deixar de ouvir.
Agora estou sozinha escrevendo e olhando para esta beleza natural sem saber o que pensar. Suponho que só me queira ir embora… Sim, é esse o meu único desejo.
Por hoje fico-me por aqui sabendo que se não parar irei escrever sem parar até a noite cair, e ainda não passamos completamente a hora de almoço.
Despeço-me, por agora.
Temos sempre escolha, pelo menos é isso que eu gosto de pensar… Como eu tinha razão sobre o Domingo… Ah quanto odeio ter razão…

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Posted in Desvaneios de um escritor, Diários, Filosofias, histórias on Fevereiro 26, 2009 by Liliana Fidalgo

Cá estou eu, outra vez, na aldeia no Norte de Portugal a que a minha mãe chama descanso e eu chamo tortura, o seu verdadeiro nome é demasiado estranho, demasiado para eu escrever e descrever. Se o fizesse teria de explicar o porquê desse nome, e tal não me apetece logo fiquemos apenas pela aldeia no Norte de Portugal.

Somos um país pequeno de vários encantos no entanto, aqui, eu só vejo vastas planícies sem fim conjuntas com montanhas misteriosas. Quanto nós amamos o desconhecido… embora só o queira desvendar continuo no meu poleiro em segurança com apenas um portátil, uma agenda, um telemóvel sem utilidade devido à falta de rede e muito frio mas mesmo muito frio.

A lareira crepita – é o som da combustão da lenha meia húmida devido ao tempo em que nos encontramos, estamos no Inverno ora essa! -, e eu acompanhando este som escrevo amarguradamente lembrando e relembrando a minha amada hedionda cidade.

Por um lado amo o som dos carros, por outro faz-me dores de cabeça. Não importa porque no fim do dia sou apenas uma rapariga citadina que sente falta da multidão a atravessa-la com uma espessa lança de barulho.

Uma aldeia é uma aldeia, com animazinhos que fazem barulho por tudo e por nada. Cães que, ao contrário dos seus iguais na cidade (assim como os seus arqui-inimigos, os gatos), encontram-se livres de pêlo ao vento e prontos a perseguir algum movimento que lhes pareça estranho. A vida é tão diferente e calma… No entanto não consigo amá-la, não tanto como amo a minha vida no meu amado lar.

As pessoas sabem menos, ou será que sabem mais? O nosso conhecimento provem de livros e de uma pesquisa rápida no google (ou noutro motor de busca) ou talvez na nossa bem informada wikipedia - sendo ela um delírio de informação nem sempre credível mas bastante útil a nós, estudantes do século XXI arrogantes e preguiçosos devido às nossas tecnologias extremamente avançadas -, o conhecimento desta gente que se encontra á minha frente provem de uma enorme experiência de vida que suponho que nunca terei. Sabem coisas instintivamente que eu aprendi através de muito estudo, eles gostam da vida que têm no entanto nunca experimentaram outra.

Suponho que tenha sorte por saber o bom e o mau das duas, uma calma e pachorrenta cheia de… bem muita calma (e insectos… Bah!) e a outra opondo-se maravilhosamente energética e cansativa que nos consome sugando-nos até aos tutanos. Podem falar mas eu estou desejosa de me meter no meu carrinho belíssimo e partir rumo a casa, ainda vou nas primeiras horas, ainda consigo apreciar algumas das belezas naturais. Dêem mais umas horas e já andarei em busca de um local onde possa mandar uma mensagem escrita a alguém, vocês compreendem-me, a um ser vivo que me entenda e me dê algumas novidades da civilização.

Amanhã é Domingo… ah triste Domingo. Mas podem apostar que Segunda apanho boleia da senhora minha mãe e vou até a cidade encher-me de jornais e revistas para assimilar toda a nova informação que possa. Quanta falta me fazes… Oh meu diário de notícias!…

Bem esqueci-me de dizer que estou acompanhada pelo meu memorial do convento de Saramago, um livro que até agora estou a achar brilhante. O livro de matemática e de físico-química também cá estão no entanto pouca vontade tenho de lhes pegar, talvez amanhã no dia da semana mais deprimente que existe… O Domingo.

Um dia mais tarde

Posted in Desvaneios de um escritor, Filosofias, Poesia on Fevereiro 3, 2009 by Liliana Fidalgo

Poderá um dia
criança ser crescida
olhar para trás
saber quem era.

Lendas são apenas lendas
factos são só factos.
A vida é algo faminto
alimenta-se de recordações impiedosamente.

Poderá um dia
perder tudo
e continuar a ser feliz
a viver, recordar, e viver.

Serão as recordações apenas recordações
simples contracções do momento
perdidos no tempo
mundo vago e vazio.

Viver é

Posted in Poesia on Janeiro 19, 2009 by Liliana Fidalgo

Se fosse feita de ferro era mais fácil,
era mais fácil chorar, perder ou ganhar.
Se o coração fosse apenas algo figurativo era mais fácil,
era mais fácil sufocá-lo, retira-lo, matá-lo.

Não sentir era um milagre,
pelo menos só esta dor impulsiva dentro de mim.
Milagres são milagres
impossíveis por natureza, seria mais fácil acabar por aqui.

Não mandamos no nosso caminho
apenas fazemos escolhas que nos levam ao mesmo fim.
Somos quem somos porque nos dizem para sê-lo
únicos porque temos de o ser.

Se fôssemos todos iguais os especiais deixariam de existir.
O que seria um dom?
A inveja não seria possível, como viveríamos sem este sentimento?
Sentimento este que nos faz arder na alma como fogo de inverno.

Se fosse feita de nada seria mais fácil,
seria mais fácil chorar, perder ou ganhar.
Se fosse feita de tudo seria mais fácil,
sentiria tudo mas também não sentiria nada.

Ser alguém é difícil, é difícil mantermo-nos nós.
Ser único, ser perfeito, ser recordação.
Viveremos sempre assim, sendo a nossa própria destruição.
A felicidade? Essa vem depois, depois de tudo depois de nada.

Vivemos…

Diz-me que não

Posted in Poesia on Dezembro 15, 2008 by Liliana Fidalgo

Abraça-me hoje
porque estou fraca.
Ama-me amanhã
pois preciso de ti.
Esquece-me depois
porque não te posso amar.

És apenas um rapaz
que se passeia pela minha mente,
presunçoso e vaidoso,
levando os meus sonhos nos teus olhos.

Não me esqueças
pois não o poderei fazer,
lembrar-me-ei sempre de ti
cada vez que vagueares por mim.

Segue-me para sempre
pois só tu me entendes.
Apoia-me todos os dias
porque nada faz sentido.
Esquece-me depois
porque não te posso amar.

Diz-me que não
pois só assim desistirei do teu amor.

Sonhos desfeitos, nova realidade

Posted in Desvaneios de um escritor on Novembro 25, 2008 by Liliana Fidalgo

Um sonho desfeito, um novo caminho. Não podemos nos deixar ir abaixo, a vida não espera por nós…

Sentimo-nos atraídos, agimos, arrependemo-nos, despedaçamos um coração…
Acabamos por seguir em frente, apesar de tudo!… Pelo caminho encontramos alguém, um ombro amigo que está sempre lá quando precisamos, a amizade cresce mas despertamos na outra pessoa um sentimento diferente, quando nos apercebemos disso assustamo-nos e retraímos, ao pensar no assunto temos uma ideia maquiavélica, a vingança surge perante nós, congeminamos um plano, quando estamos prestes a dar o golpe final – aquele que decidirá o desfecho de tudo aquilo – apercebemo-nos que também os nossos sentimentos mudaram.
A vida prega-nos muitas partidas pois uma simples diversão torna-se num sofrimento. A partida está próxima, e desta vez um simples esquecimento não vai chegar, vai ser preciso toda a nossa força…

O Mundo

Posted in Poesia on Novembro 11, 2008 by Liliana Fidalgo

Queria ser mais que o mundo
Engoli-lo com uma lágrima.
Ser quem sou não me agradava,
como fui tola…

Não preciso ser maior que o mundo
Um sorriso basta para ganhar uma guerra.
Sou quem sou e não o que os outros querem
O engraçado?!

Eles gostam de mim assim.
O mundo é meu sem querer
Conquistei-o sem levantar um dedo.
Vivo lado-a-lado com eles

Sou feliz porque sou, sem razão para não o ser.

Entre o mundo e o céu

Posted in Poesia on Outubro 27, 2008 by Liliana Fidalgo

Um dia perceberás
um dia surgirás
perante o sol e mar
perante chuva e sol.

Será um dia como os outros
um dia com céu e terra
no entanto perceberás
e depressa surgirás.

Todos saberão
e a ti venerarão.
Um mundo sem pecado
alguma vez alcançado.

New World for me…

Posted in Filosofias on Outubro 24, 2008 by Liliana Fidalgo

Because the world is not always the same…
Sometimes small gestures are needed to grow.
“Love me because I am weak, and embraces me because I feel nostalgia and sadness.”
I know that I can not ask that. Today I will move me, I will move me to a place where I can just be me and I will be free.
Today I am nobody else, because the tears of my heart are dry. I grow up, and I here. =3

Um novo blog -^.^-

Posted in Desvaneios de um escritor on Outubro 23, 2008 by Liliana Fidalgo

Sejam todos bem vindos ao meu novo blog, como estava farta de ficar a escrever no bloco de notas decidi estrear um novo blog.

Adorei o WordPress, e juntei os meus melhores textos.

Espero que gostem. =)

Cya! :*

Sweet Home wait for me… I am going!

Posted in Poesia on Outubro 23, 2008 by Liliana Fidalgo

O sol dá a sua vez à lua.
O meu olhar persegue o mundo,
A viagem começou,
O cansaço apareceu.

Deixei os sonhos em casa,
Eram demasiados…
Concretiza-los era impossível,
A vontade não era suficiente.

A chuva dá a sua vez ao céu azul.
Os meus pés percorrem a estrada,
A viagem continua,
O cansaço aumenta a cada passo.

As memorias ficam em casa,
Por vezes os sentimentos só atrapalham,
Toldam-nos o caminho a seguir,
Não podemos olhar para trás.

As montanhas dão a sua vez às planícies.
As minhas mãos sentem o regresso,
A viagem acabou,
O cansaço saiu pela porta e não voltou.

Vida de Estudante II

Posted in Filosofias on Outubro 23, 2008 by Liliana Fidalgo

Cada minuto. Cada hora. Cada dia.
Um paraíso na terra, para mim um inferno no céu. Tenho saudades de tudo o que gosto, de tudo para o que vivo.
O campo é bonito, e sim dá para descansar mas eu preciso da confusão da cidade, das ruas cheias, das lojas apinhadas, dos meus sítios preferidos, do mar…
Até sinto saudades da escola, mas não da parte dos testes e dos exames mas daquela rotina, de ver os meus amigos e conhecidos, de me queixar que tenho sono ou que estou cansada. Basicamente tenho saudades da vida de estudante, daquela vida que todos os estudantes que se prezem criticam e odeiam mas a verdade é que não podem viver sem ela.
Mais um ano da nossa vida a aprender coisas que não vamos utilizar, pelo menos metade delas são inúteis para o nosso futuro. No entanto lá estamos nós no meio daquelas aulas enfadonhas e por vezes divertidas. Confesso que gosto das aulas, tirado das que tenho de ir ao quadro pois sofro de uma enorme fobia de lá ir, talvez porque não gosto de estar exposta. Não tenho muita confiança para tal. (xDD Fujam da stora de mat. X3 Ok, ela não é má pessoa mas intimida. U.u’)
Bem cá estamos mais um ano nesta vida de estudante!…
Teremos de aguentar mais um pouco com as frases feitas e repetitivas dos nossos pais que parecem que receberam um manual de instruções na maternidade “Frases Feitas para Pais Inexperientes” ou “Um guia para ser um pai que se preze”. xDD

Boa sorte meus amigos, e vamos a isto, são só nove meses, e como diz o meu stor de Biologia é como uma gravidez {Ok comentário infeliz xD}. :3

Experiências partilhadas

Posted in Filosofias on Outubro 23, 2008 by Liliana Fidalgo

“És uma pessoa tão sorridente…”, observo sempre atentamente aqueles que me dizem tais palavras. Não me conhecem bem, decerto… Se soubessem a minha história saberiam que sorriu para esconder o passado. Claro que também tenho os meus momentos de felicidade, raramente me entristeço mas são estes dias onde memórias e experiências são partilhadas que eu reflicto e relembro águas passadas, coisas que não estão tão fundo assim, que se encontram mais à superfície do que eu penso.
Ela sofre de bulimia, já sofreu de anorexia, e está a entrar em colapso e depressão. Eu oiço atentamente as suas palavras e faço delas minhas. Não, não sofro de nada disso, mas por ser tão reservada alguns acontecimentos passados trouxeram-me grandes problemas, é por isso que hoje sorriu e dou os conselhos que dou às pessoas.
Passei por muito mas ao mesmo tempo não passei por nada.
Achamos sempre os nossos problemas piores do que os dos outros, sentimos que ninguém nos compreende mas a verdade é que existe algures uma pessoa no mundo a pensar o mesmo, não damos valor ao que temos. Existem, realmente, pessoas que vivem no abismo do desespero todos os dias não sabendo o que vai ser o dia de amanhã. São elas que deveriam queixar-se e não nós, no entanto muitas delas não o fazem.
O passado de cada um trai-nos e leva-nos de novo a recordar coisas que não queremos.
Já fui uma pessoa que odiava… Senti inveja, pena de mim, desespero, vontade de deixar de viver. Cá estou eu para partilhar isso convosco e tentar que vocês percebam que a vida não é a preto e branco. Faz bem partilharmos os nossos problemas porque ajuda os que nos rodeiam mesmo que não nos apercebamos disso.
O meu caso é um como todos os outros… Pode não ser igual mas tem muito sofrimento que aguentei sozinha sem nunca me descair perante ninguém porém quando ouvi as palavras daquela rapariga que amo muito pois é da família decidi escrever isto.
A minha história começa há muito tempo atrás, uns dezassete anos. Os meus pais eram apaixonados um pelo outro, com os anos separaram-se, e foi um momento difícil. Não vou falar muito dele pois traz-me momentos negros que não quero recordar, apenas vos posso dizer que me senti abandonada no mundo. Pensei muitas vezes o que tinha feito de errado para que aquilo tivesse acontecido, depositei a culpa da sua separação em mim, não acreditando que duas pessoas podem deixar de se amar. Enterrei-me nos estudos, não falava muito com as pessoas, foi aí que me tornei reservada. Quem me conhece pensa que a pessoa que não se cala um pouco que está à sua frente não pode ser tímida e reservada, mas sou desconfiada com um felino em perseguição a uma presa. Não revelo muito enquanto revelo tudo, o que realmente sinto fica sempre cá no fundo, muita coisa por dizer.
Depois de tudo isto a minha mãe dedicou-se ao trabalho com um afinco que nunca vi!… Passava muito tempo sem a ver, e portanto tive de crescer rapidamente deixando a infância para trás enquanto as minhas amigas continuavam com as suas brincadeiras, talvez por isso me tornei impaciente. Não consigo compreender certas atitudes dos meus amigos.
Sempre tive inveja deles… Quando os ouvia queixarem-se de terem de passar as férias com os pais, ou ir ao cinema com eles. São escassos os momentos que o poderia fazer, e ainda hoje passo pouco tempo com ela, apesar de lhe falar de tudo, ou quase tudo, pois há coisas que a ninguém se contam, coisas que precisam de ficar guardadas no nosso intimo.
Passava muitas horas sozinha e quando finalmente ouvia o carro dela a chegar um sorriso iluminava-se mas por pouco tempo, um defeito dela é a incapacidade de se libertar dos problemas, não consegue de deixar de pensar neles, e faz tempestades em copos de água. Sempre stressada chegava a casa e a única pessoa que estava ali para a ouvir era eu… Aguentei com muito, mas atenção ela era e é incapaz de me bater mas por vezes as palavras magoam mais do que uma chapada. Perfecionista até aos ossos, nunca nada está perfeito mas eu desenvolvi a capacidade mais irritante da minha existência… a indiferença. Tenho-a desde daquela altura, sei ficar indiferente a quase tudo, podem falar da minha vida, podem criticar, eu tenho as minhas opiniões e apesar de respeitar e ouvir a dos outros a palavra final é minha e de mais ninguém.
Quando temos um problema a primeira coisa a fazer é admiti-lo, de seguida temos de deixar-nos de desculpas, sentimos que ninguém está ali para nós mas é mentira, nós é que não os queremos ver nem ouvir. No entanto no final somos nós que temos de dar a volta por cima e crescer mais um pouco aprendendo com os erros.
Havia uma antiga amiga minha que dizia que eu quando dava conselhos parecia uma velha de noventa anos, que tinha uma experiência de vida fora do comum, para mim sempre foram disparates… Sou quem sou mas houve quem sofresse mais do que eu, muito mais e não se queixou… E mais uma coisa, se queres a minha ajuda tens de ter muita coragem para ouvir as minhas críticas pois são frias e duras, não minto, se é aquilo que eu acho por muito que te magoe não te vou dar palmadinhas nas costas e dizer que está tudo bem quando não está, mas uma coisa é certa, se queres resolver algo tens de acreditar que existe solução, tens de ter esperança em ti e na vida.
Odeio enervar-me porque, apesar de acontecer raramente, quando acontece até os alicerces da terra sentem!… Primeiro vem o gaguejar, depois a falta de ar, depois o desespero de não conseguir defender-me verbalmente, e de seguida a falta de ar. Também isso comecei a controlar ao logo dos anos, tive um duro treino mental a que no gozo costumo chamar treino de druida. Auto controlo é muito importante na nossa vida, mas claro que existem assuntos que me deixam muito vulnerável e esse dom desaparece por completo.
A minha saída não foi o álcool, as drogas, ou o tabaco. A minha saída foi a escrita, quando me enervo pego numa folha de papel e escrevo tudo o que estou a pensar por muito disparatado que seja. Não escrevo para mundo, escrevo para mim, apesar de partilhar a minha escrita com todos os que queiram lê-la.
Portanto já temos umas leis super importantes – aceitação, partilha, esperança, auto controlo, indiferença – que são essências para qualquer pessoa que queira manter-se sã de mente.
Eu fecho-me dentro de mim mesma e resolvo os meus problemas, até hoje fi-lo assim mas existem coisas que precisam de ser partilhadas para que nos possam ajudar… Creio que podia ter passado pelos meus problemas mais facilmente se os estivesse partilhado mas uma cabeça dura será sempre uma cabeça dura.
Posso ainda ser uma miúda mas gosto de ouvir todos aqueles que querem ser ouvidos, às vezes é mais fácil falar com um estranho que não nos pode julgar, do que com uma pessoa conhecida. O medo que temos de desiludir aqueles que nos são próximos é grotesco. Como irão reagir quando lhes contar? É sempre a pergunta que me assombra os pensamentos quando tenho um problema. Acho que sou demasiado dura comigo mesma… Temos a mania de nos culpar por tudo mas isso são aqueles que nos rodeiam que com pequenos gestos ou palavras no incutem essas ideias. As pessoas deviam pensar mais antes de falar…

Por agora é um até breve!… ^_^

Liliana Fidalgo, 10 de Agosto de 2008

Há distância de um beijo

Posted in Filosofias on Outubro 23, 2008 by Liliana Fidalgo

I wish that you were here to celebrate together
I wish that we could spend the holidays together…

A felicidade encontra-se nos locais menos improváveis do mundo…
Aprendi esta lição entre muitas outras nestas férias. Estive longe de tudo, longe do mundo, no meio das serras e das montanhas do norte de Portugal, mas foi lá naquele lugar que eu jurava a pés juntos que odiava que encontrei um tesouro.
Nestas férias fui mais longe do que nunca, adoro fazer coisas inimagináveis e irritar os outros, quando implicam comigo faço sempre dez vezes pior mas houve alguém que se apaixonou por este meu feitio difícil, alguém que me soube dar a volta apesar das dificuldades… Alguém que pela primeira vez conseguiu quebrar todas as barreiras. Sim… Já tive outros namoros, este não foi o primeiro mas o resto foi banal, foi por que foi, foi uma atracção. Desta vez chorei por amor, amei por amor, sofri por amor, sonhei por amor.
Já o tinha visto… Ou melhor via-o quase todos os dias desde que passo férias ali, mas nunca falei com ele além dos secos “bons dias” que dou a quase toda a gente, um dia enquanto falava com uma amiga ela perguntou-me se conhecia alguém que nos poderia levar a sair, lembrei-me dele sem razão visível. Claro que seria estranho meter conversa assim com ele, mas ele tinha aquele carro lindo que tinha ganho montes de prémios de tuning e até saído numa revista, porque não… Pedi o seu número e foi ai que começamos a falar. Nunca pensei que as aparências enganassem assim tanto, eu nunca me engano, vá quase nunca… Mas naquele dia vi quanto me tinha enganado durante estes anos todos.
O verão passou e como tudo acabou, as boas coisas acabam sempre, e sempre sentimos saudades delas.
Não sei o que vai ser o futuro, a distância não perdoa ninguém, e é o maior obstáculo que se pode enfrentar, se não contarmos com a morte é claro.
Para mim não foi uma paixão de verão foi algo sério ou devo dizer que ainda é.
Os telefonemas não me chegam, as mensagens fazem-me desejar mais, sempre é melhor do que nada… Mas não é a mesma coisa do que estar frente-a-frente com ele…
Não adivinho o futuro mas sei que será difícil, para uma pessoa que adora desafios e enfrentar o perigo, esta é uma prova que não quero enfrentar pois não sei o se final e tenho receio dele.
No entanto não vou desistir, e desta vez não é por orgulho e sim por amor, não vou virar as costas a este desafio pois desta vez está em causa a minha felicidade, e nunca devemos deixar de lutar por aquilo que nos faz bem e felizes. :3

Au revoir
Bisou :*

I never knew I could hurt like this
And everyday life goes on like…

there were them times
I didn’t get it, but you kept me alive

I missed you, but I’m glad we talked through
All them grown full things, separation brings
You never let me know it, you never let it show
Because you loved me and obviously

There’s so much more left to say
If you were with me today
face to face